Técnicas de pintura, pátina, aplicação de tecido e stencil nos móveis

Hoje vim falar de um assunto que estava agendado desde o dia dos pais. É que me deu a louca de querer organizar algumas coisas aqui em casa, entre elas a necessidade de arrumar o quarto de hóspedes e dar um jeito na área de serviço. Tive um empurrãozinho bom danado quando a enxurrada goteira na torneira da máquina de lavar detonou o armário de MDF da área de serviço. Lembra dele aqui? Sei que era uma gracinha, mas o raio do MDF não funciona em áreas molhadas. Mas, quando o dinheiro é curto e a disposição longa, escolhemos opções sustentáveis e criativas. Pesquisei em lojas de velharias móveis que pudessem ser restaurados por muá. Achei uma antiga cristaleira – que pedi que os vidros fossem trocados por madeira – e um velho armário de cozinha. Ah, o dindin ainda deu pra comprar uma banqueta velha e um cabideiro das antigas.
armários
cabideiro
Gente, amei! Tudinho deu R$ 1.300,00 (levando em consideração que só a cristaleira antiga saiu por R$ 750,00, coisa fina!). Feliz da vida e doidinha pra lixar, voltei pra casa e fui pesquisar cores e tecidos pra compor os ambientes. Então, vamos por partes:

Cristaleira-que-virou-armário-do-quarto-de-hóspedes:

Primeiro, isolei as partes que não deverão ser pintadas no momento. Queria fazer um pátina bem rústico, e por isso optei por usar a vela pra me ajudar. Fazendo linhas verticais, passei vela na madeira já devidamente lixada.
pátina
Depois, passei duas demãos da tinta escolhida – mares do sul, da Coral. Após esperar secar por 1 hora, lixei a peça no mesmo sentido com lixa número 100. Como na base havia parafina em algumas partes, nestas a tinta saía facilmente. Entendeu agora o porquê da vela?
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Na lateral, optei por fazer uma espécie de stencil improvisado. Pra isso, busquei na internet uma imagem interessante pra peça. Desenho encontrado, hora de tentar reproduzir o mesmo vaso num papel vegetal. Fiz um desenho de flor em outra folha. Peguei uma esponja de cozinha e cortei em cubinhos pra que pudesse pintar o móvel com tinta diluída em um pouco d’água.

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Utilizei borboletas em alto relevo que já tinha em casa pra compor a figura. Nunca pensei que o improviso desse tão certo! Kkkk  No final, o stencil ficou assim:
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Pintei as almofadas das portas do armário, mas não gostei do efeito. Ficou brigando com os mares do sul. haha. Daí resolvi improvisar de novo e criar um papel de parede com o tecido de poá que tinha guardado.

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Com a ajuda de um rolo, passei cola branca diluída em água (1 parte de cada) e esperei que secasse só um pouco. Apliquei o tecido e retirei depois as rugas e bolhas com uma espátula. Depois do tecido já seco, cortei as laterais com estilete e pronto. Ficou assim:
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Detalhe pro cabideiro também pintado
Aproveitando a tinta de nome poético, observei a parede de frente do quarto que clamava por uma cor. Pedido atendido!
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Lembra da banqueta que mencionei no início? Olhe como ela ficou! É pena eu não ter tirado a foto do antes. Bom, assim teve fim a saga de um depósito quarto de hóspedes esculhambado. Aleluia! Mas, não terminou por aí. Respira fundo que ainda tem o armário da área de serviço. Mas, antes de mostrá-la, queria explicar onde tudo começou….

Mini-ateliê-fofo-da-minha-vida:

Era uma vez uma menina que queria muito um lugarzinho pra guardar suas tralhas artísticas. – Quem dera eu tivesse um atelier pra chamar de meu!, ela pensava. Mas, não havia possibilidade espacial em sua casa pra que seu sonho pudesse ser realizado. – Pensa, pensa, pensa!, dizia ela, com ar de desesperança e olhar distante (fala a verdade, sou ou não sou boa em melodrama?). Até que….eureca!!! Ou melhor, pirlimpimpim!!!!! Surgiu a ideia de ter um móvel com expositor que pudesse caber na área de serviço. E dessa vez nada de MDF, hein? Madeira da boa pra suportar os respingos da pia e que tivesse prateleiras pra que as tralhas ficassem expostas…e que tivesse um ar meio de casa da vovó de antigamente….mas que não perdesse o tom festivo de alguém que ama as artes… Hein?
Achei o que queria no mesmo “vuco-vuco” que a cristaleira, ó que sorte. Só que tive que pedir pra diminuir um pouco o móvel para caber no espaço da área de serviço. Serviço feito, mãos à obra!
Bem, eu sabia que queria uma cor azul, já que nunca uso azul nos elementos decorativos e queria variar. Também pensei que ficaria legal se eu colocasse um papel de parede ao fundo das prateleiras. Mas depois pensei que, já que iria expor minhas tralhas artísticas, elas ficariam “brigando com o pano de fundo”. Ainda bem que lembrei disso!
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As gavetas são de cor diferente do restante do móvel porque as originais não existiam mais. Daí a ideia: colar algum elemento diferente nelas. Lembrei do patchwork adesivo que a Thalita fez na Casa De Colorir dela e utilizei o arquivo que ela disponibilizou pra baixar. Também peguei outras figuras quadradas na net e mandei pra impressão em papel adesivado e envernizado (tem outro nome pra isso, mas não me lembro agora). Então, o móvel ficou assim:
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Então é isso! Espero que tenha gostado da nova mobília, porque eu AMEI!
Por:
Passei muito tempo da minha vida querendo entender quem eu era, pois fazia muitas coisas diferentes e aparentemente desconexas. Hoje, sou bancária, bailarina, atriz (nas horas vagas), gosto de pintar, cozinhar, fazer scrap e artes manuais em geral, sou mãe, esposa e cristã. Coisas que se entendem entre si, pois esta sou eu. Espero que esse cantinho virtual seja um espaço agradável, como o aroma refrescante do orvalho da manhã ou o cheirinho peculiar do café novinho no fim de tarde. Seja bem vindo(a)! Entre e sinta-se em casa.

5 comentários em “Técnicas de pintura, pátina, aplicação de tecido e stencil nos móveis”

  1. Nossa eu adorei o armario de patina azul,eu tenho um aparador com a pintura igual,mas meu filho arranhou e ficou todo riscado.Por favor faz um post ensinando como se deve consertar.Um abraço,
    Ana Regina.

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